quarta-feira, 31 de julho de 2024

AUTORES NACIONAIS | SÓNIA LOURO

Nasceu em 1976 em França. Desde cedo apaixonada pelas Ciências e pela Literatura, acabou por optar academicamente pela primeira, mas nunca abandonou a sua outra paixão. Licenciou-se em Biologia Marinha, mas não perdeu de vista a Literatura, à qual veio depois aliar um outro interesse: a História. Fruto desse casamento, já publicou entre nós A Vida Secreta de Dom Sebastião, O Cônsul Desobediente, A Verdadeira Peregrinação, Amália – O Romance da Sua Vida, Fernando Pessoa – O Romance, Eusébio – O Romance e ainda participou em Pulp Fiction Portuguesa, com outros autores. Sofisticada e minuciosa, é uma apaixonada pelas obras que escreve.
 

terça-feira, 30 de julho de 2024

O CÔNSUL DESOBEDIENTE, de SÓNIA LOURO | SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura.

Há pessoas que passam no mundo como cometas brilhantes, e as suas existências nunca serão esquecidas. Aristides de Sousa Mendes foi uma dessas pessoas. Cônsul brilhante, marido feliz, pai orgulhoso, teve a sua vida destruída quando, para salvar 30.000 vidas, ousou desafiar as ordens de Salazar.
Nascido numa família com laços à aristocracia, Aristides cursa Direito em Coimbra e opta por uma carreira consular. Vive nos locais mais exóticos de África e nos mais cosmopolitas da Europa. Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães.
Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados, proibira a concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida e judeus. Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e a sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes, mas destruirá irremediavelmente a sua vida.
Esta é a história de um grande português. De um herói com uma coragem sem limites. Só é possível compreender o seu feito se nos colocarmos no seu lugar: destruiríamos a nossa vida e a da nossa família em nome da caridade e do amor ao próximo? Até ao seu derradeiro fôlego, Aristides nunca se arrependeu.
 

segunda-feira, 29 de julho de 2024

AUTORES NACIONAIS | MÁRIO CLÁUDIO

Escritor português, de nome verdadeiro Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nascido a 6 de novembro de 1941, no Porto. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, onde se diplomou também como bibliotecário-arquivista, e master of Arts em biblioteconomia e Ciências Documentais pelo University College de Londres, revelou-se como poeta com o volume Ciclo de Cypris (1969). Tradutor de autores como William Beckford, Odysseus Elytis, Nikos Gatsos e Virginia Woolf, foi, porém, como ficcionista que mais se afirmou.
Publicou com o nome próprio, uma vez que "Mário Cláudio" é pseudónimo, um Estudo do Analfabetismo em Portugal, obra que reúne a sua tese de mestrado e uma comunicação apresentada no 6.° Encontro de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas Portugueses, em 1978. Colaborador em várias publicações periódicas, como Loreto 13Colóquio/Letras, Diário de LisboaVérticeJornal de Letras Artes e IdeiasO Jornal, entre outros, foi considerado pela crítica, desde a publicação de obras como Um Verão Assim, um autor para quem o verso e a prosa constituem modalidades intercambiáveis, detendo características comuns como a opacidade, a musicalidade e a rutura sintática, subvertendo a linearidade da leitura por uma escrita construída como "labirinto em espiral". A obra de Mário Cláudio apresenta uma faceta de investigador e de bibliófilo que, encontrando continuidade na sua atividade profissional, inscreve eruditamente cada um dos livros numa herança cultural e literária, portuguesa ou universal. Dir-se-ia que a sua escrita, seja romanesca, seja em coletâneas de pequenas narrativas (Itinerários, 1993), funciona como um espelho que devolve a cada período a sua imagem, perspetivada através de um rosto ou de um local, em que o próprio autor se reflete, e isto sem a preocupação de qualquer tipo de realismo, mas num todo difuso e compósito, capaz de evocar o sentido ou o tom de uma época que concorre ainda para formar a época presente.
Mário Cláudio recebeu, em 1985, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores por Amadeo (1984), o primeiro romance de um conjunto posteriormente intitulado Trilogia da Mão (1993), em 2001 recebeu o prémio novela da mesma associação pelo livro A Cidade no Bolso e, em dezembro de 2004, foi distinguido com o Prémio Pessoa. Para além das obras já mencionadas, são também da sua autoria Guilhermina (1986), A Quinta das Virtudes, (1991), Tocata para Dois Clarins (1992), O Pórtico da Glória (1997), Peregrinação de Barnabé das Índias (1998), Ursamaior (2000), Orion (2003), Amadeu (2003), Gémeos (2004) e Triunfo do Amor Português (2004). O autor tem também trabalhos publicados na área da poesia (como Ciclo de Cypris, 1969, Terra Sigillata, de 1982, e Dois Equinócios, de 1996), dos ensaios (Para o Estudo do Alfabetismo e da Relutância à Leitura em Portugal, de 1979, entre outros), do teatro (por exemplo, O Estranho Caso do Trapezista Azul, de 1999) e da literatura juvenil (A Bruxa, o Poeta e o Anjo, de 1996).
 

domingo, 28 de julho de 2024

A FELICIDADE NUNCA VEM SÓ, de NORA ROBERTS | CHÁ DAS CINCO

Com uma vida de sonho que faz inveja a todas as mulheres, Whitney MacAllister é surpreendida quando um homem misterioso se apodera do seu Mercedes, pouco antes de as balas começarem a voar.

Mas esta não é uma tentativa de sequestro, nem o homem um criminoso comum. Inesperadamente, Whitney é arrastada para uma parceria com um estranho de modo a conseguir escapar à morte iminente.

Diante deles existe uma série de documentos roubados que levam a uma fabulosa fortuna escondida. Atrás, um grupo de assassinos implacáveis que eliminam quem se atravessa no seu caminho. A perseguição acaba por conduzi-los à exótica ilha de Madagáscar, onde o jogo terá um aterrador desfecho, podendo não haver vencedores… nem sobreviventes.

DIÁRIO INCONTÍNUO, de MÁRIO CLÁUDIO | DOM QUIXOTE

O diário é seguramente o mais íntimo dos géneros literários. Repositório de confidências - e inconfidências - escritas sob a febre das emoções, partilhá-lo com o público é um acto de coragem, mais ainda quando o seu autor é um intelectual conhecido e reputado e quando as páginas que nos oferece estão cheias de revelações da sua vida real por oposição à ficção a que nos habituou.

Iniciado em 1958 - tinha Mário Cláudio apenas 16 anos - e interrompido por mais de uma vez até à actualidade, o presente livro, que funciona também como um maravilhoso álbum fotográfico, traz-nos relatos de almoços em família, de idas ao supermercado ou de obras em casa, a par de visitas a exposições, leituras de livros, períodos de escrita intensa, viagens, encontros com figuras que marcaram ou marcam ainda a vida nacional.

Nestas páginas, desfilarão por isso Agustina ou Lobo Antunes, Carlos Avilez ou Graça Lobo, Eugénio de Andrade ou Vasco Graça Moura, José Rodrigues ou Manoel de Oliveira, Rodrigo Guedes de Carvalho ou Gonçalo M. Tavares; mas não faltam igualmente os amigos certos, ou os relacionamentos - também amorosos - que num dado momento podem ter entrado em confronto, mas cujo afecto verdadeiro acabou tantas vezes por não deixar abalar.

Com a beleza dos pequenos instantes com os animais de estimação, com a mágoa que o reconhecimento público, mesmo que desejado, não consegue apagar, esta é uma obra pessoal escrita com toda a frontalidade e, ao mesmo tempo, um documento literário importantíssimo de uma época.
 

sábado, 27 de julho de 2024

ARTIGO DE OPINIÃO | TRINTA MOEDAS DE PRATA DE JUDAS, de MADALENA CONDADO

Jogos olímpicos, alterações climáticas, guerras, o Mundo começa a desmoronar-se, no entanto ao ouvir ontem a Associação Coração Silenciado, algo em mim impeliu-me a dizer o que penso. Não tenho nervos de aço e a minha opinião vale o que vale, mas quero falar sobre o recente documento da Igreja católica acerca da compensação financeira às vítimas de abusos sexuais perpetrados por padres pedófilos.

Ainda que o tema seja altamente sensível e complexo, a verdade é que tem gerado grande controvérsia e sofrimento. Nos últimos anos, inúmeros casos de abusos sexuais cometidos por clérigos contra menores foram denunciados, revelando um padrão de comportamento abusivo que foi, em muitas situações, encoberto pelas instituições religiosas. Esses casos não apenas destroem vidas individuais, mas também abalam a confiança na própria instituição.

A Bíblia diz-nos que todos que se opuseram à vontade de Deus foram castigados por ele, Adão e Eva; Caim; a Geração de Noé; o Povo de Babel; o Faraó do Egito; o povo de Israel no deserto; o Rei Saul; o Rei Acabe e Jezabel, Judas Iscariotes, Ananias e Safira, Lúcifer. No entanto, para os padres abusadores não há castigo, tudo lhes é permitido e nada lhes acontece.

Meus senhores, a vossa usual e triste desculpa de que a culpa é das crianças não vos iliba da vossa devassa.

Quando ouço que de um número infindável de vítimas que tiveram a coragem de falar sobre as infâmias que lhes foram infligidas só quarenta e três pedem indemnizações, confesso que achei pouco, até porque ainda que o dinheiro não apague nenhum dos crimes a que foram sujeitos, acredito que poderá ajudar nos tratamentos de que necessitem.

“Deixai vir a mim os pequeninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus.” (Lucas 18:16)

E agora V. exas. informam que cada pedido vai ser primeiro analisado por uma comissão de instrução e o valor a atribuir será “proporcional à gravidade do dano”, definido caso a caso, por uma comissão de Fixação de Compensação composta por sete pessoas entre as quais estará um representante da diocese onde o alegado agressor exercia funções o mesmo local onde nunca ninguém viu nada, ouviu nada e falou nada.

Quererem submeter as vítimas a uma nova revisão dos abusos, desta feita com mais detalhes (porque aparentemente aqueles que têm não vos chegam) leva-me a pensar que servirão para ser usados num retorcido manual de boas práticas futuras. Expliquem-me como pretendem agir? Vão colocar os dados recolhidos numa folha de Excel, para posteriormente compararem as colunas: o início da molestação; a duração dos abusos; a idade da vítima e do alegado agressor; o local onde os abusos ocorreram; quantas vezes foram molestados física e psicologicamente; os danos físicos que sofreram e ainda sofrem; a natureza da relação entre agredido e agressor?

Sugiro pararmos todos para respirar!

Tenham um pingo de decência já que aparentemente não vos resta moral.

“A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.” (Mateus 21:13)

Conseguiram transformar a vossa instituição numa Sodoma e Gomorra, e ainda que não se transformem em estátuas de sal, saibam que ao fecharem os olhos e ignorarem a dor de quem sofre unicamente por vossa culpa, roçam a imoralidade extrema.

“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34)

Às corajosas vítimas que continuam a lutar por justiça, pelo reconhecimento dos danos sofridos, não desistam, porque se existe realmente um Reino dos Céus esse já é vosso e não desta corja de pés de barro.


Madalena Condado

 

sexta-feira, 26 de julho de 2024

AUTORES NACIONAIS | ANTÓNIO TAVARES


António Tavares nasceu no Lobito em 1960.

Foi jornalista e autarca e actualmente é professor.
Escreveu peças de teatro e ensaios.
Como romancista, foi finalista do Prémio LeYa e do Prémio Literário Fernando Namora com As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia, publicado pela Teorema em 2014, venceu o Prémio LeYa em 2015 com O Coro dos Defuntos e o seu romance Todos os Dias Morrem Deuses (2017) recebeu uma menção honrosa no Prémio Literário Alves Redol. Idêntica menção recebeu pelo conto «O Homem que Caminha» no Prémio Dias de Melo.
Estreou-se na poesia com A Arte de Usar a Baioneta em Tempo de Guerra (Húmus, 2023).
Antes da presente colectânea publicou ainda o romance Homens de Pó (2019).

quinta-feira, 25 de julho de 2024

MEU ROMEU SOMBRIO, de PARKER S. HUNTINGGTON & L. J. SHEN | CHÁ DAS CINCO

O meu conto de fadas tornou-se numa lição de vida.
Escrita com dor e selada com lágrimas.

Era suposto ser um beijo inofensivo num baile luxuoso. Um momento clandestino com um estranho atraente. Mas, ao contrário do seu homónimo, o meu Romeu não é guiado por amor. É alimentado pela vingança. Para ele, eu sou uma peça de xadrez. Dispensável, mas necessária.

Para mim, ele é um homem que merece desprezo. Um príncipe sombrio com quem me recuso a casar. Ele pensa que aceito o meu destino. Bem, estou a planear reescrevê-lo. E, na minha história, a Julieta não morre. Mas o Romeu? Ele perece.

Um romance intenso, sexy e provocador sobre o trauma e a descoberta do amor nas circunstâncias mais improváveis.
 

quarta-feira, 24 de julho de 2024

MESMO NÃO INDO, O TEMPO VAI, de ANTÓNIO TAVARES | DOM QUIXOTE

Um homem que vive com um relâmpago dentro dele; uma avó com sangue de galinha; uma rapariga que engraxa esculturas de elefantes africanos de madeira e se surpreende quando o sexo deles muda de tamanho; um manicómio que recorre a métodos pouco ortodoxos para recuperar um doente que fugiu; umas botas militares que mudam inesperadamente de pés; um canário numa gaiola pendurada na varanda de um prédio que irrita sobremaneira um vizinho.

Estas são apenas algumas das personagens deste delicioso Mesmo não Indo, o Tempo Vai, um conjunto de histórias admiráveis que decorrem em vários tempos e geografias e que ora nos oferecem magia e surrealismo, ora combinam humor com tragédia ou delicadeza com violência. Verdadeiramente imperdíveis, vêm demonstrar que António Tavares - vencedor do Prémio LeYa com O Coro dos Defuntos - tem igual talento para a ficção mais curta.
 

terça-feira, 23 de julho de 2024

MÃE, de FRANCISCO RAMALHEIRA | SAÍDA DE EMERGÊNCIA

A terra está prestes a morrer. Para saA terra está prestes a morrer. Para salvar a humanidade vai ser preciso uma...

O ANO É 2099 E A HUMANIDADE ESTÁ PRESTES A EXTINGUIR-SE

Durante décadas, a comunidade científica avisou o mundo para os perigos das alterações climáticas. Pouco ou nada foi feito. E agora o fim aproxima-se. A maior parte do planeta já não é habitável: a água desapareceu, os solos estão inférteis, o ar é irrespirável e os cataclismos ambientais multiplicam-se.

Os sobreviventes refugiaram-se em setores protegidos por cúpulas, administrados por um Governo Mundial militarista e opressivo. É nesta nova ordem mundial que surge a Academia da Esperança, uma organização secreta que, após anos de buscas incessantes, descobre, fi nalmente, um planeta habitável. Uma nova oportunidade para a Humanidade.

Contudo, enquanto a Academia pretende enviar uma tripulação composta por crianças sem vícios e uma mãe, o líder do Governo Mundial prefere salvar a elite do poder. E vai fazer tudo para o conseguir. Cabe à comitiva liderada pelo cientista Matthew Krone garantir que será a jovem mãe, Margarida Travis, e as suas crianças, a terem a responsabilidade de, algures no Universo, garantirem a preservação da nossa espécie.
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O ANO É 2099 E A HUMANIDADE ESTÁ PRESTES A EXTINGUIR-SE

Durante décadas, a comunidade científica avisou o mundo para os perigos das alterações climáticas. Pouco ou nada foi feito. E agora o fim aproxima-se. A maior parte do planeta já não é habitável: a água desapareceu, os solos estão inférteis, o ar é irrespirável e os cataclismos ambientais multiplicam-se.

Os sobreviventes refugiaram-se em setores protegidos por cúpulas, administrados por um Governo Mundial militarista e opressivo. É nesta nova ordem mundial que surge a Academia da Esperança, uma organização secreta que, após anos de buscas incessantes, descobre, fi nalmente, um planeta habitável. Uma nova oportunidade para a Humanidade.

Contudo, enquanto a Academia pretende enviar uma tripulação composta por crianças sem vícios e uma mãe, o líder do Governo Mundial prefere salvar a elite do poder. E vai fazer tudo para o conseguir. Cabe à comitiva liderada pelo cientista Matthew Krone garantir que será a jovem mãe, Margarida Travis, e as suas crianças, a terem a responsabilidade de, algures no Universo, garantirem a preservação da nossa espécie.

 

segunda-feira, 22 de julho de 2024

NO TEMPO DOS VIKINGS, de HÉLIO PIRES | DESASSOSSEGO

Venha conhecer o mundo fascinante e misterioso dos Vikings, que moldaram a Europa. Mas foram muito além dela.

Houve uma época em que o mar trazia o desastre ou mercadorias valiosas. Em que as rotas comerciais iam da América a África, e do Sudeste Asiático ao Extremo Oriente, ainda os portugueses não pensavam em tomar Ceuta. Uma época em que corpos pendiam de árvores sagradas e brindes ecoavam à volta de fogueiras. Em que não se sabia se um corvo era só um corvo ou um deus em forma animal. Em que a poesia era divina e a generosidade uma virtude, a par da coragem em combate – incluindo a das mulheres, que também empunhavam armas. Em que a Europa mudou e não voltou a ser a mesma, da Islândia às estepes da Ucrânia.

A essa época dá-se o nome de Idade Viking. Mas porque nem todos os nórdicos iam em viking, que era uma atividade e não uma etnia, este livro é também sobre os que fi cavam na Escandinávia ou se fixavam fora dela, como comerciantes, agricultores, guerreiros, magnatas, reis, príncipes e servos. É o tempo dos vikings resumido em dezasseis perguntas e respostas fundamentais. Uma viagem para um passado remoto que consegue ser outro mundo, por vezes de formas inesperadas, e um mergulho na ciência que é a História, fascinante, mas sempre em atualização.

 

domingo, 21 de julho de 2024

UM HOMEM COMO O SR. DARCY, de ALEXANDRA POTTER | CHÁ DAS CINCO

Os sonhos podem tornar-se realidade nesta comédia romântica sobre o solteiro mais cobiçado da literatura…

Depois de uma série de encontros desastrosos, Emily decide que os homens modernos já tiveram a sua oportunidade. Agora, ela quer passar o seu tempo a ler Orgulho e Preconceito e a sonhar com o Sr. Darcy, o elegante e apaixonado herói de Jane Austen.

Quando a sua melhor amiga a convida para uma semana de margaritas no México, Emily prefere fugir para Inglaterra, onde se inscreve numa excursão pelos locais do clássico de Austen. Mas aqui não há homens de sonho, e os seus companheiros de viagem estão longe de fazer sonhar com romance – um grupo de velhotas tagarelas e um homem, Spike Hargreaves, um jornalista temperamental que está a escrever um artigo sobre a razão de a maioria das mulheres ter uma paixão pelo Sr. Darcy.

É então que Emily entra num quarto e se vê face a face com… o próprio Sr. Darcy. E, de repente, as fantasias de todas as mulheres tornam-se a realidade de Emily.

Uma deliciosa comédia romântica sobre a vida e o amor, da aclamada autora de Confi ssões de uma Quarentona na M*rda.

 

sábado, 20 de julho de 2024

DESEJOS OBSCUROS, de BETH KERY | CHÁ DAS CINCO

Desejo e paixão colidem num romance escaldante…

Como dramaturgo de sucesso, Vic Savian sabe o que quer – a reservada Niall Chandler, a vizinha sexy que há meses domina as suas fantasias, apesar de nunca terem trocado uma única palavra. Quando Niall é atormentada publicamente pelo seu companheiro, Vic não hesita e intervém, sendo recompensado da forma que menos espera…

Provocada por um toque, uma paixão desinibida e tórrida explode entre ambos. Niall precisa de se libertar do seu passado, e Vic desperta todos os seus sentidos com criatividade e ardor, apesar de também ele ter medo de expor os sentimentos. No entanto, quando o passado regressa para assombrar Niall, ambos terão de reconhecer que a química explosiva não se resume ao quarto… mas conseguirão explorar o que sentem nos seus corações?

 

sexta-feira, 19 de julho de 2024

MEU ROMEU SOMBRIO, de PARKER S. HUNTINGTON & L. J. SHEN | CHÁ DAS CINCO


Alguns Romeus não merecem amor. Merecem morrer.

O meu conto de fadas tornou-se numa lição de vida. Escrita com dor e selada com lágrimas.
 
Era suposto ser um beijo inofensivo num baile luxuoso. Um momento clandestino com um estranho atraente. Mas, ao contrário do seu homónimo, o meu Romeu não é guiado por amor. É alimentado pela vingança. Para ele, eu sou uma peça de xadrez. Dispensável, mas necessária. Para mim, ele é um homem que merece desprezo. Um príncipe sombrio com quem me recuso a casar. Ele pensa que aceito o meu destino. Bem, estou a planear reescrevê-lo. E, na minha história, a Julieta não morre. Mas o Romeu? Ele perece.

Um romance intenso, sexy e provocador sobre o trauma e a descoberta do amor nas circunstâncias mais improváveis.

quinta-feira, 18 de julho de 2024

O ENIGMA DA MORTE, de ISABEL RICARDO | SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Que mistérios oculta o Forte da Graça? Um segredo com duzentos anos está prestes a ser revelado...

Os AVENTUREIROS rumam ao Alentejo para participar nas Jornadas Juvenis de Orientação Elvas-Chave do Reino. Inesperadamente, no primeiro dia, Bia descobre uma mensagem misteriosa escondida num livro muito antigo: Em Elvas luz o tesouro…
Apesar de excitados com esse achado e a perspetiva de uma caça ao tesouro, terão de a adiar pois, no dia seguinte, começam as jornadas de orientação e vão andar ocupados com o peddy-paper.
É então que surge um casal estranho que parece andar à procura do livro descoberto pelos AVENTUREIROS. E, nem a propósito, Daniel descobre outra mensagem secreta, escrita em tinta invisível, com mais pistas enigmáticas. O que poderá significar uma estrela, um dragão e uma águia? Terá a ver com algum segredo deixado por um oficial da primeira invasão francesa?
A investigação levá-los-á ao fabuloso Forte da Graça e lá viverão momentos emocionantes, com labirintos subterrâneos, salas invisíveis, túneis, alçapões, contraminas, baluartes e muita emoção. Que segredo esconde a fortaleza?

 

quarta-feira, 17 de julho de 2024

O JUÍZO DAS MÃOS, de ELIZA CAMPELLO | SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Lala é uma criança especial. Tem quinze anos, mas, apesar de ter ambos os pais vivos, é órfã. A mãe foi afastada por loucura, o pai devido a intrigas políticas.
Vive com a tia, uma mulher deslumbrante e extremamente poderosa, o que lhe permite crescer rodeada de privilégios e longe do pior que o mundo esconde. Mas Lala é curiosa, quer descobrir o que existe fora dos bairros mais ricos. E tem um segredo: sabe que algo maligno se esconde nas zonas obscuras da cidade. A sua desobediência às regras impostas permite-lhe conhecer alguém com quem nunca se deveria ter cruzado: Bheithir, um clonado, uma espécie de escravo sem direitos. Será esse o lado negro da cidade que ela antecipava?
Será ele uma vítima, um perigo, ou um ser humano como ela? Bheithir sente o mesmo fascínio por ela, e também ele carrega os seus mistérios. Combinados, os segredos que escondem podem tornar-se mortais e uma ameaça para tudo o que conhecem. É por isso que as suas vidas ficam subitamente em risco e um deles terá de se sacrificar pelo outro.

 

terça-feira, 16 de julho de 2024

AUTORES INTERNACIONAIS | TOVE DITLEVSEN


Tove Ditlevsen é uma das vozes mais originais e importantes da literatura dinamarquesa. Nasceu em Copenhaga, em 1917, num bairro de classe trabalhadora. Começou a escrever aos dez anos e publicou mais de vinte livros, que vão do romance ao conto, passando pela poesia e pelo género autobiográfico. Recebeu os prémios mais importantes das letras dinamarquesas, como o Tagea Brandt Rejselegat, em 1953, e o De Gyldne Laurbær, em 1956.

Desde cedo, Ditlevsen teve de lidar com a tensão entre a sua vocação de escritora e os seus papéis de filha, esposa e mãe, bem como com a sua condição de viciada – temas centrais da sua obra –, o que a levou a escrever sobre a experiência e a identidade feminina de uma maneira muito à frente do seu tempo e ainda pertinente para as discussões atuais em torno do feminismo.
Com uma vida difícil marcada por vários divórcios e problemas de saúde mental, Tove Ditlevsen acabaria por se suicidar em 1976, aos 58 anos.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

OS ROSTOS, de TOVE DITLEVSEN | DOM QUIXOTE

Copenhaga, 1968. Lise, uma escritora de livros infantis e mãe de três filhos, casada, vê a sua vida quotidiana a esvair-se. É cada vez mais assombrada por rostos e vozes sem corpo. Além disso, está convencida de que o seu marido, extravagantemente infiel, a vai deixar. Mas, acima de tudo, tem medo de não voltar a escrever. No entanto, à medida que mergulha num mundo de comprimidos e hospitais, começa a interrogar-se: será a loucura algo que realmente se deva temer, ou será que traz uma espécie de liberdade?

Em Os Rostos Tove Ditlevsen reflete sobre casamento e divórcio, amor e loucura, medo, ternura e maldade, utilizando magistralmente os meios literários para tornar tangíveis as mudanças na perceção de uma mulher.

Tendo-se inspirado no seu quarto e último casamento, com a sua escrita sensível, sofisticada e de uma integridade e ironia corajosas, Ditlevsen consegue transformar em arte as experiências da vida pessoal. É por isso vista como uma precursora de escritores confessionais como Karl Ove Knausgård, Annie Ernaux, Rachel Cusk e Deborah Levy.
 

domingo, 14 de julho de 2024

AUTORES INTERNACIONAIS | LISA JEWELL

Lisa Jewell nasceu em Londres. O seu primeiro livro, A Festa de Ralph, foi o romance de estreia mais vendido de 1999. Desde então, publicou mais de vinte livros, entre os quais, mais recentemente, uma série de thrillers psicológicos sombrios, dos quais fazem parte A Família PerfeitaThe Family RemainsThe Night She DisappeardInvisible Girl e Watching You, entre outros. É uma autora best-seller número 1 do New York Times e do Sunday Times, tendo a sua obra sido publicada em mais de trinta línguas. Os seus romances venderam mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo. Atualmente, mora em Londres com o marido, as duas filhas, dois gatos peludos, dois porquinhos-da-índia nervosos e a sua adorável cadela, Daisy. Escreve todos os dias um mínimo de mil palavras num café sem acesso à Internet, em sessões de duas a três horas.
 

sábado, 13 de julho de 2024

AUTORES NACIONAIS | JOANA FIALHO

Joana Fialho nasceu em 1 de julho de 1981 em Lisboa, formou-se em Marketing e aos 33 anos mudou de vida e começou o seu percurso na área do desenvolvimento pessoal. Amante da natureza e fascinada pelos mistérios da vida, é desde 2014 terapeuta e formadora de Constelações Familiares. É também Facilitadora em Cura da Ancestralidade através do Trangeracional, faz Limpezas Energéticas, é Mestre de Reiki e amante de Astrologia. Usa o tambor nas suas terapias que diz ser como o seu coração: «O tambor nas minhas terapias é o condutor das emoções do campo energético. O tambor serve como veículo de informação, torna o invisível em visível».
 

sexta-feira, 12 de julho de 2024

NADA DISTO É VERDADE, de LISA JEWELL | PLANETA

No dia do seu quadragésimo quinto aniversário, Alix Summer, uma popular podcaster, cruza-se num pub local com Josie Fair, que, por coincidência, também está a celebrar o seu quadragésimo quinto aniversário. Alguns dias depois, voltam a encontrar-se, desta vez à porta da escola dos filhos de Alix. Josie tem ouvido todos os episódios do podcast de Alix dedicado a mulheres comuns que atingiram o sucesso e acha que a sua história pode resultar num episódio interessante, uma vez que a sua vida está prestes a mudar. A vida de Josie parece ser estranha e complicada, mas Alix não consegue resistir à tentação de querer saber mais.

Aos poucos, começa a perceber que Josie esconde segredos obscuros e, antes que se dê conta, ela já entrou na sua vida - e em sua casa. Contudo, tão rapidamente como chegou, Josie desaparece sem deixar rasto. E é então que Alix descobre que se tornou na protagonista do seu próprio podcast de true crime, com a sua vida e a vida da sua família sob ameaça mortal.

Da autora best-seller número 1 do New York Times e do Sunday Times, Lisa Jewell, chega um novo, viciante e arrepiante thriller psicológico.
 

quinta-feira, 11 de julho de 2024

O TEU PASSADO NÃO TE DEFINE, de JOANA FIALHO | PLANETA

Por que sinto este peso na minha vida? Por que carrego esta tristeza cuja origem não percebo? Estas são perguntas que Joana Fialho, terapeuta e formadora em Constelações Familiares, ouve repetidas vezes em consulta. Quem a procura identifica um peso dentro de si, um incómodo, emoções de tristeza, ansiedade ou desespero, que não consegue atribuir uma causa na sua própria experiência de vida.

Neste livro, a autora convida-nos a olhar para o passado, guiando-nos através do trauma geracional. Ninguém nasce uma folha em branco. Todos carregamos uma herança emocional familiar, traumas que, sem termos consciência, são transmitidos de geração em geração. Traumas que precisam de ser olhados, entendidos e acolhidos de forma a deixarmos de repetir padrões familiares e quebrarmos com essa herança de dor e sofrimento.

Através de histórias pessoais, casos reais e de exercícios práticos, a autora explica-nos como usar as constelações familiares, uma técnica da psicologia sistémica, para curarmos as nossas feridas emocionais. Aprendemos ainda a desenhar a árvore genealógica, e a estabelecer as ressonâncias familiares, entre os vários elementos, com especial enfoque na mãe, avó e pai. Conhecendo e aceitando a nossa própria história familiar, libertamo-nos de vivências que nos afastam do nosso caminho e nos impedem de sermos felizes.

NOTA DO AUTOR
«É fundamental tornarmo-nos conscientes de uma série de aspetos que se repetem na vida e não sabemos porquê: os padrões estão enraizados, por vezes é desafiante identificá-los; estamos demasiadamente envolvidos, mas quando o conseguimos fazer a sensação de leveza apodera-se de todo o nosso corpo emocional, físico, mental e espiritual. Há uma libertação, sentimos um enorme alívio e o peso deixa de existir. Desejo que com esta partilha e com a ajuda das constelações familiares possas tomar consciência dos teus atos e padrões de repetição para, assim, teres a liberdade de poder escolher e, caso assim o entendas, dar um rumo diferente à tua vida»

 

quarta-feira, 10 de julho de 2024

MADAME CURIE E A FORÇA DE SONHAR, de SUSANNA LEONARD | PLANETA

«É preciso fazer da vida um sonho e fazer do sonho uma realidade.»
Marie Curie

Paris, 1891. Quando era criança, Marie Sklodowska sonhava em escapar um dia aos limites da sua terra natal, a Polónia, ocupada pelos russos. Vinte anos mais tarde, esse sonho tornou-se realidade. Marie foi estudar para a Sorbonne, em Paris. Era uma mulher num mundo de homens, que se recusava a viver de acordo com as limitações impostas às mulheres do seu tempo. Maria sabia o que queria e estava decidida a lutar pelos seus sonhos na ciência e na vida. Quando conhece o encantador físico Pierre Curie, descobre a felicidade. Pierre torna-se o seu grande amor. com Pierre, alcança resultados revolucionários na ciência, mas o preço é elevado e Marie não faz ideia dos trágicos golpes do destino que a vida lhe reserva.

Um romance fascinante acerca de Marie Curie, a primeira mulher a ganhar o Prémio Nobel, e a ganhá-lo por duas vezes. O primeiro da Física, em 1903, pela descoberta da radioatividade, e o segundo da Química, em 1911. Trabalhadora incansável, lutadora, rebelde e amante, esta é a história de uma mulher única que transformou a ciência e o mundo.
 

terça-feira, 9 de julho de 2024

ADMIRÁVEL MUNDO VERDE, de FILIPA FONSECA SILVA | SUMA DE LETRAS

Num futuro não muito distante, um grupo de activistas pelo clima radicaliza-se e decide derrubar o sistema. Dotado de uma eficaz máquina de propaganda, que lhe garante o apoio popular, consegue chegar ao poder e impor uma sociedade totalmente verde. Mas a que preço?

Depois do sucesso de E Se Eu Morrer Amanhã? e de O Elevador, nomeados para melhor livro do ano e em adaptação para filme, Filipa Fonseca Silva traz-nos um romance distópico electrizante, que levanta questões incontornáveis, como a emergência climática e a polarização de uma sociedade à deriva.

 

segunda-feira, 8 de julho de 2024

A ARTE SUBTIL DE SABER DIZER QUE SE F*DA, de MARK MANSON | DESASSOSSEGO


Uma abordagem que nos desafia os instintos e nos força a questionar tudo o que sabemos sobre a vida

Durante décadas convenceram-nos de que o pensamento positivo era a chave para uma vida rica e feliz. Mas esses dias chegaram ao fim. Que se f*da o pensamento positivo! Mark Manson acredita que a sociedade está contaminada por grandes doses de treta e de expectativas ilusórias em relação a nós próprios e ao mundo.

Recorrendo a um estilo brutalmente honesto, Manson mostra-nos que o caminho para melhorar a nossa vida requer aprender a lidar com a adversidade. Aconselha-nos a conhecer os nossos limites e a aceitá-los, pois no momento em que reconhecemos os nossos receios, falhas e incertezas, podemos começar a enfrentar as verdades dolorosas e a focar-nos no que realmente importa.

Recheado de humor e experiências de vida, A Arte Subtil De Saber Dizer Que Se F*da é o soco no estômago que as novas gerações precisam para não se perderem num mundo cada vez mais fútil.

domingo, 7 de julho de 2024

AUTORES INTERNACIONAIS | MARK MANSON


Mark Manson cresceu em Austin, no Texas, viveu em Boston e viajou por todo o mundo durante sete anos. É um autor bestseller do The New York Times e escreve sobre uma grande variedade de temas, no âmbito do desenvolvimento pessoal. Para além da sua atividade de bloguer e empreendedor, publica regularmente artigos com a BBCCNNBusiness InsiderTime, entre outros. Vive atualmente em Nova Iorque.

sábado, 6 de julho de 2024

OLHOS DE CRISTAL, de NANCE GONÇALVES | CHÁ DAS CINCO

Quem vê caras, não vê corações. E quem vê auras?

Violeta é uma jovem psicóloga com a capacidade de ler auras. Com esta aptidão tão única, ajudar os seus pacientes torna-se bastante mais fácil. Ou assim acreditava, até surgir um paciente cuja leitura se torna quase impossível. Ele não se mostra fisicamente, nunca revela o nome e está constantemente a fazer jogos psicológicos com a sua terapeuta. Quem será o misterioso paciente que a faz repensar tanto a sua vida?

Simultaneamente, Violeta debate-se com a mistura de sentimentos que tem para com Afonso, o seu melhor amigo, que acabou de anunciar o noivado. Será que o que sente por ele é apenas amizade? Ou ainda resta uma centelha de paixão num coração marcado pelo desgosto?

Numa sociedade cada vez mais apressada e feita de aparências, esta história recorda-nos a importância da saúde mental, num enredo em que o misticismo e o empoderamento feminino surgem de mãos dadas. Mas Olhos de Cristal é fundamentalmente uma história de amor, bela e intensa, onde as imperfeições do ser humano são apresentadas sem tabus.

 

sexta-feira, 5 de julho de 2024

CENAS PORTUGUESAS, de ANTÓNIO CARLOS CORTEZ | CAMINHO


 Cenas Portuguesas é, como o título indica, um conjunto de cenas, isto é, de contos que são cenas vivas, pitorescas, satíricas e outras talvez melancólicas sobre uma certa forma de ser português.


Dez contos onde se passeiam figuras dum país à esquina do planeta: uma Dona Preciosa, emblema duma rua de Lisboa; um tal Sr. Rato, ex-agente da PIDE e taxista nos anos 80; Uma Linda de Guadalupe, moça que nos anos 60 veio cantar para Lisboa e aí se perde; um certo grupo de adolescentes que se descobre vivendo o jogo da vida numa partida de futebol... Cenas Portuguesas, como quem diz, cenas de Lisboa, ou de Braga, de alguém recordando a Calçada do Tojal, rua do mundo, espelho humano. Um escritor que redige um livro para sobreviver a um casamento-naufrágio, ou, noutro conto, um Portugal em 2050 mergulhado numa ditadura, sendo um sapateiro o último detentor de uma biblioteca nesse futuro distópico.

António Carlos Cortez oferece-nos nestes dez contos, numa prosa fluida e viva, ora sarcástica, ora nostálgica, um livro com personagens que todos nós um dia conhecemos. É um Portugal de ontem que é de hoje, com seus provérbios e absurdos, o país político e das almas censuradas por essa vírgula maníaca, a de Alexandre O’Neill, ou um livro que, na melhor herança de Sena e de Cardoso Pires, ou percorrendo o brutalismo dum Ruben Fonseca, revela António Carlos Cortez como um dos prosadores onde a língua portuguesa (poeticamente) volta a falar connosco.

quinta-feira, 4 de julho de 2024

AUTORES NACIONAIS | NANCE GONÇALVES

Nance Gonçalves reside em Cascais, mas é natural de Leiria. Nasceu em 1994 e é formada em Ensino do Primeiro e do Segundo Ciclos do ensino básico. Concluiu o seu mestrado em 2017, na Universidade de Aveiro, e trabalhar com crianças tornou-se o seu quotidiano. Ainda pequena, começou por escrever em diários, nos quais explorava emoções e contava histórias sem saber o que fazia. Mas, aos catorze anos, percebeu que as palavras têm poder e, ainda sem saber o que fazia, não mais as largou. É dona de dois gatos pretos, o Ranhoso e a Farrusca, e de uma labradora beijoqueira, a Luz. Adora escrever, fotografar, criar e inventar.
 

A ARTE SUBTIL DE SABER SEDUZIR, de MARK MANSON | DESASSOSSEGO

Um livro revolucionário que explica a sedução sem mentiras nem manipulação

As técnicas de sedução tradicionais são uma treta. Para Mark Manson, a sedução é um processo emotivo e não físico ou social, um processo que envolve criar empatia com as mulheres em vez de as impressionar. O que importa é a intenção, a motivação e a autenticidade. Para melhorar a sua vida amorosa, deve melhorar a sua vida emocional - a forma como se sente e como se exprime perante os outros. Divertido, irreverente e atrevido, A Arte Subtil de Saber Seduzir não é apenas mais um livro com técnicas de sedução e frases feitas prontas a usar. É um guia honesto sobre a forma como um homem pode atrair uma mulher sem fingir comportamentos, sem mentir e sem imitar os outros.
 

quarta-feira, 3 de julho de 2024

AUTORES NACIONAIS | ANTÓNIO CARLOS CORTEZ


António Carlos Cortez, poeta, professor, ensaísta e ficcionista.
Publicou desde 1999 cerca de 15 livros de poesia, dois livros de ensaio, um de crónicas. É colaborador permanente do Jornal de Letras, onde assina desde 2004 a coluna de crítica literária «Palavra de Poesia», bem como de revistas da especialidade (Colóquio-Letras e Relâmpago). Assina a página de cultura e literatura «Directo à Leitura», no Diário de Notícias.
Destacam-se da sua obra livros como A Sombra no Limite (2004), Depois de Dezembro (2010), O Nome Negro (2013), A Dor Concreta (2016), Jaguar (2019), Diamante (2021) e Skin Deep (2021). Foi galardoado com os prémios da Sociedade Portuguesa de Autores (melhor livro de poesia de 2010 atribuído a Depois de Dezembro), Prémio APE/Teixeira de Pascoaes 2017 (atribuído à antologia A Dor Concreta), Prémio Ruy Belo da Câmara Municipal de Sintra, 2021 (atribuído a Jaguar) e Prémio António Gedeão / FENPROF, 2021, atribuído também a Jaguar, e, em 2022 recebeu o Prémio APE / Maria Amália Vaz de Carvalho atribuído a Diamante. Em 2023 o seu conto «País Real, um regresso» recebeu o Prémio do Conto/ APE Portugal 2050 Planap, conto esse agora incluído no livro, Cenas Portuguesas. Está traduzido em várias línguas em antologias, tendo poesia e ensaio publicados no Brasil pela editora Gato Bravo/Jaguartirica, do Rio de Janeiro. Está também editado em livro no México.
Publicou em 2022, pela Caminho, o seu primeiro romance, Um Dia Lusíada, cujo protagonista, Elias Moura, de novo é lembrado num dos dez contos de CENAS PORTUGUESAS. 

O SEGREDO DE LOURENÇO MARQUES, de EDUARDO PIRES COELHO | OFICINA DO LIVRO

Meses depois de Lourenço Marques passar a capital de Moçambique, a guerra deflagrou no outro lado da fronteira, marcando o destino de Miguel e Maria Teresa.

Terminada a investigação a uma antiga embarcação portuguesa naufragada no Estreito de Malaca, Filipe recebe um telefonema enigmático de um grande empresário sul-africano; este pede-lhe que descubra o paradeiro de três passageiros clandestinos de um cargueiro português - o Angoche - que, em 1971, foi encontrado a arder ao largo de Moçambique sem ninguém a bordo.

A busca levará Filipe a vários países africanos, mas também ao tempo em que Lourenço Marques florescia com a nova linha férrea e o Império Britânico combatia as repúblicas boers para se apoderar da sua riqueza - guerra em que um português chamado Miguel Ferreira acabaria por envolver-se, antes de regressar à Ilha de Moçambique para desposar Maria Teresa, a mulher da sua vida.

Mas que mistério liga este homem nascido no século XIX aos homicídios obscuros que Filipe descobre ao longo das suas viagens? E, apesar das ameaças de morte e do preço que pode vir a pagar, deve realmente continuar a sua pesquisa?

Na senda de O Segredo da Flor do Mar e Taprobana, Eduardo Pires Coelho oferece-nos mais um thriller histórico trepidante, que nos vai oferecendo surpresas até mesmo à última página.